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Nike convida dois artistas para ilustrar conceito anatômico do Air Max 95

Para comemorar o 20º aniversário do Air Max 95, e explicar de forma criativa a inspiração por trás da criação do calçado, a Nike convidou os artistas Andy Van Dinh e Katie Scott para ilustrar tanto a silhueta original, quanto as mais novas versões do modelo, recém-lançadas esta semana. 

O objetivo era desenhar os calçados como se eles fossem feitos de carne e osso, seguindo o conceito criativo adotado por Sergio Lozano na década de 90, que se inspirou na anatomia do corpo humano para criar o Air Max 95. Não à toa, foram escolhidos pela Nike dois artistas conhecidos por seus trabalhos baseados na anatomia humana, e, portanto, capazes de traduzir de forma visual a ideia que inspirou o designer da Nike a criar um dos tênis mais populares do mundo. 

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Andy Van Dinh desenhou o Air Max 95 original e Ultra Jacquard, enqaunto Katie Scott trabalhou no Air Max 95 Ultra, o modelo feminino. Há pouco tempo atrás, os dois se encontraram para refletir sobre o projeto, compartilhar seus sentimentos sobre o tênis, e falar o que mais os cativava no corpo humano.

Quando vocês perceberam que a arte era a sua vocação?

Andy Van Dinh - Eu sempre gostei de desenhar e fazer as coisas, mas eu não tinha conhecimento que isso poderia ser uma opção de carreira. Eu acabei estudando biologia e matemática durante os meus primeiros anos de faculdade. O plano original era ser médico, mas eu odiei medicina. Felizmente, eu escolhi uma aula de desenho como matéria optativa e, após a primeira aula, decidi mudar de curso. Foi quando eu comecei a levar a arte a sério e me dei conta de que queria fazer isso para sempre.

Katie Scott - Quando criança sentia muita vontade de desenhar, e tive sorte o suficiente em manter esse desejo depois de adulta. Na escola você só pode realmente estudar Arte e Design Gráfico. Gosto de ambos, mas não era exatamente o que eu queria. Quando descobri o mundo da ilustração especificamente, eu finalmente me encontrei e soube que essa era a carreira que eu queria seguir.

Anatomia humana desempenha um grande papel em suas ilustrações, o que atrai vocês neste assunto?

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Andy Van Dinh em seu estúdio

Andy Van Dinh - Ao isolar cada órgão, eu posso usar algo pequeno para representar uma ideia mais ampla. Cada órgão refere-se à totalidade do corpo, à natureza humana, ou a uma narrativa específica. É uma forma de dissecar e analisar o exterior por meio do interior. Ironicamente, eu personifico estes órgãos e transformo o interior no exterior, a fim de encontrar algo mais profundo por dentro. Eles são remanescentes de uma visão mais geral da humanidade.

Katie Scott - Eu amo o detalhe, a simetria e a estrutura da anatomia. Também sou interessada na história do estudo anatômico e as voltas e reviravoltas em nossa compreensão do corpo. Sou fascinada pelas teorias imaginativas da Antiguidade, onde o corpo era cheio de bile e água, e os órgãos moviam-se livremente pelo torso. Muito do meu trabalho anatômico é baseado nesta visão fantástica do início da ciência. 

Quais são as suas maiores fontes de inspiração?

Andy Van Dinh - Normalmente, as minhas ideias surgem quando estou meio sonolento, enquanto meus pensamentos são meio delirantes e incoerentes. Eu procuro experimentar e trabalhar com ideias ambíguas até que elas façam sentido para mim. Grande parte da minha inspiração vem do processo de realmente fazer as coisas, descobrindo-as enquanto trabalho, e entendendo como cada parte interage com a outra.

Katie Scott - Eu me inspiro no trabalho de alguns outros artistas como Ernst Haeckel, Cornelius de Witt, e Albertus Seba. Cada um deles tem formas muito diferentes e belas de capturar a natureza. Fora isso, eu diria que a botânica tem um forte poder sobre mim. Eu sempre me surpreendo pelo reino vegetal.

Para este projeto, vocês foram convidados a reinterpretar o AIR MAX 95, como se ele fosse feito de carne e osso. Quais foram seus pensamentos iniciais?

Andy Van Dinh - Eu queria que o espectador compreendesse as camadas do tênis e as referências das partes do corpo. Eu também queria demonstrar como Sergio Lozano dissecou a anatomia humana para encontrar as texturas e as formas do tênis. No geral, eu pensei na ilustração como uma colagem coesa de partes do corpo, com cada camada sobrepondo-se e revelando o que está por baixo. Meus primeiro pensamento foi que eu não queria decepcionar o designer original, já que eu estava reinterpretando o trabalho de outra pessoa. 

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Katie Scott em seu estúdio

Katie Scott - Eu fiquei tão feliz em receber um briefing que parecia que eu mesma tinha escrito. Esse é exatamente o tipo de projeto e assunto que me interessa. Eu amei aprender sobre o design de calçados também.

O Nike Sportswear Air Max 95 Ultra Jacquard e o Air Max 95 Ultra feminino estarão disponíveis no nike.com, e em lojas selecionadas da Nike Sportswear, a partir de amanhã, 16 de julho. 

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ANDY VAN DINH

Nascido em Calgary, Alberta, o artista Andy Van Dinh se formou em artes na universidade de Calgary, no ano de 2012. Com foco, principalmente, no desenho e na pintura, ele é conhecido por sua relação com o conceito de anatômia humana e sua habilidade única de dar um significado profundo, além do superficial, às suas obras. Em agosto de 2015, Van Dinh começará seu mestrado na Faculdade Hunter, em Nova York.    

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Katie Scott

Depois de se formar em 2011 na universidade de Birghton, em Londres, a britânica Katie Scott estampou em vários lugares, inclusive jornais, seus desenhos a mão e suas ilustrações coloridas e digitais. Para discorrer sobre a importância do mundo natural e sua preocupação com ele, ela publicou um livro sobre o assunto intitulado Animalium, eleito em 2014 pelo Sunday Times o livro do ano para as crianças.